Sobre
Entre a vida e a morte o teatro caminha. Afastadas de nós mesmas, olhamos a vida , comportamentos, sonhos, pensamentos , sensações . Forjamos possibilidades de vida de acordo com a expansão ou retração da consciência. Sabemos bem, a vida é escolha , jogo, máscara, dramaturgia, narrativa. Ao redor da vida, a misteriosa morte. Vida: uma ilha na morte. Ao redor do teatro , a vida . Teatro: uma ilha na vida . Tão fundamental habitar essas ilhas... tão fundamental conhecer mais de perto os mares que nos apavoram tanto – o mar da morte, o mar da vida – para os quais o refúgio, a suspensão possível para a percepção é a cultura , a arte. Assim, toda arte é marcial. É escolha entre vida ou morte, sem hierarquias mas com preferência , a priori pela vida. No caso do aikido, pelas duas vidas, a de quem desfere o golpe e a de quem se defende dele.
A vida carrega um sentido de luta. Luta contra a gravidade, contra o tempo, contra a escassez, contra a solidão. O aikido convida a gravidade, o tempo, a escassez e a solidão pra lutarem com, não contra . Coloca todo mundo do mesmo lado . A luta está presente, mas através de um posicionamento correto e de um relaxamento repleto de energia, a posição do inimigo se esvazia. O único inimigo presente torna-se a própria mente e seus maus augúrios .
Acredito, porque pratico, no aikido como excelente treinamento para as artes cênicas. O desenvolvimento de um corpo relaxado com intensa circulação de energia, o estudo da contracena, da escuta refinada do outro, o treino da atenção , da prontidão, da impecabilidade gestual . Outras lições de fundamento que o aikido desenvolve com inteligência : movimentação de pés (por mais estranho que pareça essa é uma grande questão para quem está em cena), conexão entre centro do corpo e extremidades, respiração associada ao movimento , conexão do corpo com a terra e com o céu ou seja, fortalecimento da base e do alcance da expressão.
Convido a todes pra um trabalho prático intensivo de três dias sobre os conceitos que unem as duas artes.
Informações
Carga horária: 16h em 3 encontros de 6h
Público Alvo: atores e atrizes com ou sem experiência, estudantes de teatro, acima de 18 anos.
Endereço: Rua Cajaíba - 170 - Pompéia
*alunos que moram fora da cidade onde será realizado o curso entre em contato com a iNBOx antes de comprar passagem e hospedagem
Investimento
5x R$240 ou R$1.140
- à vista via PIX com 5% de desconto com cupom PIX5
- em 5x sem juros ou em até 12x com as taxas do cartão
Georgette Fadel
Atriz formada pela Escola de Arte Dramática da USP e diretora formada pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA, USP. Professora de interpretação na Escola Livre de Teatro de Santo André e no Estúdio Nova Dança, São Paulo. Prêmio Shell 2007 de Melhor Atriz por Gota d’água, um breviário.
Com a Cia. S. Jorge de Variedades dirigiu Pedro o cru, de Antonio Patricio, Um credor da fazenda nacional, de Qorpo-Santo, Biedermann e os incendiários, de Max Frisch e Quem não sabe mais quem é, o que é e onde está, precisa se mexer, vencedora do Prêmio Shell 2009 na Categoria Especial. Dirigiu ainda Primeiro amor, de Samuel Beckett, com Marat Descartes (vencedor do Prêmio Shell 2007 como Melhor Ator), Love n blembers, dramaturgia de Georgette Fadel e elenco, Santa Luzia passou por aqui com seu cavalinho comendo capim, no Sesi SP e Bartolomeu, o que será que nele deu ?, com o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, entre outras.
Como atriz, atuou em Rainha[(s)] – duas atrizes em busca de um coração, adaptação de Mary Stuart de Schiller e direção de Cibele Forjaz, Anjo negro – lembrança de uma revolução: a Missão, adaptação de Nelson Rodrigues e Heiner Müller e direção de Frank Castorf, As Bastianas, direção de Luis Mármora, Esperando Godot, direção de Cristiane Paoli-Quito, Marat-Sade, de Peter Weiss e direção de Francisco Medeiros, entre outras. Com a Cia. do Latão atuou em Ensaio para Danton, Santa Joana dos Matadouros e O nome do sujeito.

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