Sobre
O trabalho do ator sobre si mesmo e os processos de criação cênica
Curso intensivo de caráter eminentemente prático dedicado à investigação dos princípios fundamentais do Sistema de Stanislávski por meio da experiência direta de trabalho. Ao longo de seis dias de imersão, os participantes serão conduzidos por exercícios, estudos e procedimentos que integram corpo, imaginação, atenção, percepção, ação e relação, explorando os caminhos pelos quais o ator constrói uma atuação orgânica, criativa e viva.
Partindo dos fundamentos do trabalho do ator sobre si mesmo, o curso aborda temas como concentração da atenção, relaxamento ativo, imaginação, circunstâncias propostas, comunicação, adaptação, objetivos, ações físicas e análise ativa. Os conteúdos serão experimentados por meio de exercícios individuais e coletivos, improvisações, estudos de ação e trabalho sobre material dramatúrgico, sempre articulando prática e reflexão.
A imersão tem como diferencial a aproximação com as pesquisas desenvolvidas por Konstantin Stanislávski em seus últimos anos de trabalho, incorporando procedimentos oriundos dos estúdios experimentais da década de 1930 e das investigações que culminaram nos chamados Método da Análise Ativa, Método das Ações Físicas e o Método do Étude. Em vez de compreender o Sistema como um conjunto fixo de técnicas ou exercícios, o curso propõe sua vivência como um processo dinâmico de investigação artística, no qual ação, imaginação e experiência constituem aspectos inseparáveis da criação.
Ao longo do percurso, os participantes entrarão em contato com princípios e procedimentos historicamente pouco difundidos, derivados das pesquisas finais de Stanislávski sobre ensaio, pedagogia e criação coletiva, ampliando a compreensão das múltiplas possibilidades contidas em seu legado artístico.
Destinado a atores, atrizes, estudantes de teatro e artistas da cena em geral, o curso oferece ferramentas práticas para o desenvolvimento da presença cênica, da capacidade de ação e da autonomia criativa, estabelecendo pontes entre as investigações do último Stanislávski e os desafios da criação teatral contemporânea.
Informações
Carga horária: 26h em 4 encontros de 3h e 2 encontros de 7h
Público Alvo: atores e atrizes com ou sem experiência, estudantes de teatro, acima de 18 anos.
Endereço: Rua Cajaíba - 170 - Pompéia
*alunos que moram fora da cidade onde será realizado o curso entre em contato com a iNBOx antes de comprar passagem e hospedagem
Investimento
5x R$240 ou R$1.140
- à vista via PIX com 5% de desconto com cupom PIX5
- em 5x sem juros ou em até 12x com as taxas do cartão
Diego Moschkovich
Diretor de teatro, pedagogo teatral e tradutor. Formado em Artes Cênicas pela Academia Estatal de Artes Cênicas de São Petersburgo (LGITMiK) é doutor em Artes Cênicas pela Universidade de São Paulo com a tese “Para um teatro de paredes móveis: a última de inacabada revolução de Stanislávski”, e mestre em Eslavística pela Faculdade de Letras na mesma Universidade. Pesquisa as heranças históricas de Stanislávski e Meyerhold e recentemente publicou o livro O último Stanislávski em ação: ensaios para um novo método de trabalho (Perspectiva, 2021). Ademais, traduziu e publicou a primeira tradução do russo de Do Teatro, de Vsévolod Meyerhold (Iluminuras, 2012), Stanislávski ensaia, de Vassíli Toporkov (editora É, 2016), Análise-ação, de Maria Knebel (2016, Editora 34) e Stanislávski e o yoga, de Serguei Tcherkásski (editora É, 2019). Foi bolsista e assistente de direção e tradutor no projeto Masters in Residence, do Instituto Grotowski (Wroclaw, Polônia, 2011 - 2012), sob a direção de Anatóli Vassíliev. No Brasil, fez a assistência de direção para Adolf Shapiro nos dois trabalhos realizados com a Mundana Companhia (Tchékhov 4, 2010 e Pais e Filhos, 2012), e para Georgette Fadel em O Duelo (2013). Como diretor, estreou:
◦Caixa, de Stephen Belber, (OC Oswald de Andrade, 2014)
◦Dezembro, de Guillermo Calderón (SESC Consolação, 2015)
◦Huis Clos – A Portas Fechadas, de J. P. Sartre, (Itaú Cultural, 2016)
◦Neva, de Guillermo Calderón (CCSP, 2016), peça ganhadora do III Prêmio Zé Renato de Teatro
◦O corpo que o rio levou, de Ave Terrena, peça ganhadora do IV Prêmio Zé Renato de Teatro (CCSP, 2017),
◦As três uiaras de sp city, de Ave Terrena Alves, peça ganhadora do edital da IV Mostra de Dramaturgia em Pequenos Formatos Cênicos do CCSP, também (CCSP, 2018).
◦Villa, de Guillermo Calderón (SESC Pinheiros, 2018).
◦Sarah e Hagár decidem matar Abraão, de Tiago Viúdes, com o coletivo Rainha Kong (TUSP, 2022)
◦E lá fora o silêncio, de Ave Terrena, peça ganhadora do XIII Prêmio Zé Renato de Teatro (SESC Pinheiros, 2022)
◦Coro dos solitários, ou sonhamos ser Robinson Crusoé, de Artur Kon, com a Companhia de Teatro Acidental (Folias/TUSP, 2025).
•Mural da Memória, de Ave Terrena, com o LABTD (SESC Pompéia, 2025).
Desenvolve, ademais, o Laboratório de Técnica Dramática, grupo de estudos e pesquisa sobre a metodologia da Análise Ativa.

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