Teatro: Ilusão x A Teatralidade do Ator

Com Cibele Forjaz

Inscrições Encerradas

Em breve mais informações

Diretora e iluminadora teatral. Em 30 anos de teatro profissional, participou ativamente de quatro  coletivos de teatro: A Barca de Dionísos (1985-1991); Teatro Oficina Uzyna Uzona (1992-2001), Mundana Companhia (desde 2008) e Cia.Livre (onde é diretora artística, desde 1999).

Na Barca de Dionísos dirigiu O Homem da Flor na Boca, de Pirandello (1988);  Fala Comigo Doce como a Chuva, de Tennessee Williams (1988); Noite, de Harold Pinter (1988); A Paixão Segundo GH,  adaptação do romance homônimo de Clarice Lispector, com Marilena Ansaldi (1989); O Lamento de Ariadne, (1990) e Woyzeck, de Büchner (1991).

No Teatro Oficina, foi diretora assistente e iluminadora em Ham-Let, de Shakespeare (1993/2001); Mistérios Gozozos, de O.Andrade (1995); Bacantes, de Eurípides (1996-2001); Diretora de arte (junto com Marcelo Drummond e Celso Sim)  e iluminadora de Pra Dar uma Fim no Juízo de Deus, de Artaud (1997/98); iluminadora em Ella, de Genet (1997/98); Cacilda, de Zé Celso (1998-2001) e O Homem 1, adaptação de Os Sertões de Euclides da Cunha, todas sob direção de José Celso Martinez Corrêa. 

Na Cia.Livre dirigiu Toda Nudez Será Castigada, de Nelson Rodrigues (2000/01); Um Bonde Chamado Desejo, de Tennessee Williams (2002); Arena Conta Danton, uma releitura de A Morte de Danton de Büchner com dramaturgia de Fernando Bonassi (2004/06); VemVai - O Caminho dos Mortos, dramaturgia de Newton Moreno a partir de mitos e cantos de povos ameríndios (2007/09); Raptada pelo Raio, texto de Pedro Cesarino (2009/2010); A Travessia da Calunga Grande, texto de Gabriela Almeida (2012), Cia Livre Conta Kaná Kawã, texto de Pedro Cesarino a partir do mito-canto Kaná Kawã do povo Marubo (2014) e Maria Que Virou Jonas ou A Força da Imaginação, de Cassio Pires (2015/16),

Em parceria criativa com outras companhias, dirigiu, entre outras,  Rainha [(S)] – Duas Atrizes em Busca de um Coração, de Bel Teixeira, Georgete Fadel e Cibele Forjaz (2008/2012); Bruta Flor, de Claudia Schapira (Em parceria com o Núcleo Bartolomeu, 2009/10); O Idiota – Uma Novela Teatral, adaptação de Aury Porto do romance de Dostoievski (Em parceria com a Mundana Compania, 2008/12); Xapiri Xapiripë, Lá Onde a Gente Dançava sobre Espelhos (Em parceria com a Cia.Oito Nova Dança, 2014), Galileu Galileu, Bertolt Brecht (2015/16) e a pesquisa cênica Na Selva das Cidades – em Obras (Ocupação #1 – São José do Rio Preto, set/15; Ocupação #2 – Capobianco, out/15 e Ocupação #3 – Sesc Pompéia, março/16).

Ganhou vários prêmios, entre eles, APCA 1989 , Mambembe 1996, APCA 1998, Qualidade Brasil 2002, APCA e Shell 2004, Shell 2007,  APCA 2010, Qualidade Brasil 2015 e Prêmio Governador de Estado 2015.

Pretender instalar o real no palco, não é instituir uma falaciosa e impossível identidade entre teatro e realidade: é colocar totalmente em questão a atividade teatral.(...)É passar da imitação ideal da natureza à criação de uma nova natureza, através dos meios específicos da expressão teatral. Por um singular paradoxo, o ilusionismo naturalista cedo se transforma em seu contrário: a recusa de toda a ilusão, de toda a reprodução do real. [1]

 

 Eis para onde leva o paroxismo do naturalismo: à sua superação e à assunção da teatralidade como a mais radical das verdades sobre o palco. Como é possível prescindir da convenção em uma arte que vive do paradoxo entre a concretude da presença viva do ator e as situações inventadas que ele tem de representar ? 

No teatro, quanto mais de verdade mais ilusão, porém quanto mais ilusão menos verdade. 

Na matemática essa equação é chamada de absurdo. Esse absurdo é a matéria mesma do teatro porque a ilusão da realidade não deixa de ser de fato uma ilusão e a única verdade sobre o palco é o próprio teatro.

No entanto, esse espelhamento ou contradição entre ficção e realidade que compõe o teatro contemporâneo, gera desafios novos para atores e atrizes, que precisam aprender a transitar entre a ilusão da verdade e a assunção das convenções.

Esta oficina se propõe a ser uma experiência prática e reflexiva sobre a atuação, que se revela como atuação, em diferentes níveis. Para isso faremos exercícios cênicos sobre trechos de alguns dos seguintes textos teatrais: Woyzeck, de Georg Büchner; A Gaivota, de Anton Tchékhov; O Filhote de Elefante, de Bertolt Brecht; O Mambembe, de Arthur de Azevedo e Vem Buscar-me que Ainda Sou Teu, de  Carlos Alberto Soffredini.

Mais Informações:

EM BREVE